“E sabe todas aquelas vezes em que eu disse que eu não te queria nem um pouco perto? Eu menti. Eu sou precipitada mesmo. Eu tenho essa mania de achar que eu não preciso de ninguém; e no fundo, eu não preciso mesmo. Eu não preciso de ninguém pegando no meu pé, reclamando da minha roupa e dizendo que vai estar comigo o tempo todo. Eu não preciso de colo, cafuné, nem beijo na testa antes de dormir. Não preciso desse clichê, dessa bagunça; eu já sou confusa demais naturalmente. Eu não preciso de mais complicações ainda, entende? É assim mesmo, assim como eu digo que eu tenho que ficar sozinha e me acostumar a isso. Mas aí apareceu você. Confesso que todos os dias eu te odeio muito e talvez um pouco mais do que você imagina por ter me consertado ou me estragado tanto assim. […] Você foi me acostumando a você. Me apeguei, meio que te encaixei onde não cabia nem a mim direito. Te coloquei entre o meu orgulho, a minha confusão e o meu amor. Amor mesmo. Daqueles que te faz ficar acordado até 3 da manhã esperando o telefone tocar, que te sufoca de manhã com aquela saudade imensa sem ao menos poder sentir, que te prende em casa sábado a noite. […] Mas logo eu, por que? Eu que toda fria e insensível tento tanto afastar as pessoas de mim, afastar essa culpa por querer muito e ter tão pouco. Logo eu que não pretendia nem um pouco te deixar ficar, que não cederia fácil o meu colo, nem minhas palavras difíceis e um pouco da graça que eu tenho em complicar as coisas fáceis. Logo eu, né? Que não queria nem um pouco de você, que nunca te pedi mais do que um sorriso para constatar que tudo ia ficar muito bem. E aí as 4 da manhã em dias chuvosos e irritantes você, hoje, liga e faz tudo ser tão mais fácil. E eu mesmo te odiando um pouquinho sempre, amo o som da sua voz e o seu jeito simples de manter as coisas fáceis. […] Eu, que sempre me via tão independente, de repente precisei tanto de você; tanto que até dói ter que dizer isso em voz alta. Dói confessar a mim mesma que eu sou parte do que eu nunca quis ser de novo. Dessa confusão no plural. E ai me vi perdida, completamente. Me envolvi naquela coisa de não querer desligar o telefone e gostar de sonhar com você. De remexer na cama tentando procurar um espaço pra te encaixar, um cheiro pra lembrar e um gosto, sabe? Aquele gosto que eu penso que pode ser tanto seu, que é somente seu. Até sem sentir eu consigo me lembrar exatamente como é bom olhar no fundo dos seus olhos. Me vi querendo aquele doce de mexer no cabelo, entrelaçar os dedos e pedir cafuné. Cafuné mesmo, desses de deitar no colo e até dormir um pouquinho. Até me vi gostando de lamber o rosto, tomar café junto e me acostumar com a rotina. Me vi tão inteira, que mesmo em pedaços, queria te encaixar em mim e fazer tudo certinho, só pra não ver dar errado e mesmo quando errado e querendo desistir; te fazendo entender que é bem do meu lado que você deve ficar. Me vi querendo isso tudo de provocar, dividir o travesseiro e sentar no colo quando estiver frio; e até esquentar. Com abraço ou um cheiro no pescoço. […] Me vi me perdendo um pouco entre os pontos, as vírgulas e as reticências e ainda sim, mesmo quando eu te odeio, quando te quero longe, quando te afasto ou quando te machuco, doendo muito mais em mim, eu quero você. E quero mesmo. Quero muito. Mesmo negando, mesmo te mandando embora, mesmo não engolindo meu orgulho e não indo atrás de você. Mesmo te fazendo ir embora ou chorando um pouco escondido sabendo que você vê tudo, sente tudo. Eu te quero até quando eu não quero, ou quando engulo o choro e os ciúmes. Quero muito. Mesmo odiando te querer tanto, e te amar tanto. E quero mesmo, até sem saber exatamente o porque. Você só foi um pouco, aliás muito, diferente do que eu pensava e imaginava. Você fez eu querer, de verdade, ser diferente do fria, grossa e acostumada. Você fez eu querer um pouquinho dessa coisa confusa, desse aconchego, do ser cúmplice, companheiros e confidentes. E, sabe? Eu descobri esses dias, pensando muito em você, que eu te amo tanto. E queria que você soubesse que eu nunca vou desistir de nós, hoje mais que um namorado, MEU NOIVO!
Eu te amo!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Nós, às vezes, tomamos decisões que não são certas. E por irracionalidade, mantemos nossa palavra até o fim. Preferimos guardar algumas coisas para nós mesmos, na escuridão dos pensamentos. Mas ideias, precisam ser exteriorizadas para só então florescerem, são como plantas. Essa noite, decidi que é hora de sair da escuridão, é hora de mostrar a força que muitos julgam que não tenho. Não vou ser estúpido ao ponto de dizer que meus medos e inseguranças morreram, mas por hora, estão bem enterrados. Estou cego para tudo aquilo que indica negatividade, uma hora esse efeito irá acabar, mas agora, quero que ele dure o quanto puder. Não importa por quantos desertos eu tenha que passar, há uma luz no meio disso tudo. Há um lugar onde ninguém tem medo do escuro e só lá que vou me encontrar. Vou descobrir o paraíso que tanto procuro e nem uma única pessoa vai dizer que vou fracassar. Sinto que tudo vai dar certo, posso ver isso se realizando, posso ver o futuro sob uma perspectiva que ainda não tinha usado.
Adilson Freitas
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Eles nunca se entenderam. Na maior parte do tempo, eram confusos quando o assunto era amor. Brigavam dia e noite, pelos mesmos motivos fúteis e sem importância. As ideias não batiam, os desejos não se completavam. Desde o primeiro momento, ninguém botou fé no relacionamento dos dois. “Não irá durar por muito tempo”, gostavam de repetir. (…) Então seguiam, aos trancos e barrancos! Com dramas, brincadeiras de mal gosto e malícias à meia noite. E a cada amanhecer, era uma nova discussão. Mas apesar de tudo, tinham aquela necessidade. Uma dependência que não gostavam de admitir. O medo era a palavra que os resumia melhor. Pra eles, o “eu te amo” era melhor sub-entendido e o “preciso de você” nunca era dito, por receio do que aconteceria se um não precisasse do outro de verdade. Beatriz Mello
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
“O problema é sempre a insegurança, o medo. Aquele medo ridículo de achar que as coisas nunca vão dar certo, de querer arriscar sem esperança. O problema é não ter fé, não ter força. Só vontade. E vontade não está mais me tirando do lugar, não me move, só me congratula, me atrapalha a ficar sempre no mesmo lugar; porque às vezes é essa a minha vontade. Não é desistir, é simplesmente não tentar. Não arriscar mais. É ficar intacta a todas as situações sem deixar nada afetar, nada atrapalhar. E toda a imagem de frieza se destrói tão rápido em meio a tanta insegurança. (…) Eu ando me decepcionando demais, fingindo que as coisas não afetam, não machucam. Mas dói, e é horrível fingir que não sente, porque… Em meio a toda tempestade que eu sou, a única gota mínima que esbarra é capaz de me fazer parar. E o porquê de tudo isso é tão simples… Eu me apeguei demais a você.
Beatriz Mello.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
“Apesar de ser a parte mais errada da vida, tinha um sorriso tão escandaloso que a fazia corar. Era linda por dentro. Tinha medo de espelhos, olhava para o lado antes de atravessar a rua. Contava os passos da cozinha a cama antes de dormir. Sentia saudade do primeiro abraço que ganhara de dois ou mais amigos que já não tinha mais contato algum. Alguns ursos de pelúcias confortavam a cama sempre que apoiava a cabeça no travesseiro e procurava algo para abraçar. Era tão menina, tão cuidada, tão mulher escondida. Mas era tão machucada… Tinha tanta dor dentro do peito. Tentava evitar os pensamentos que lhe trouxessem saudade durante o dia, mas a noite era tão escura e longa e os passos na memória que caminhavam junto com os ventos que também a fazia sorrir. Era tudo misturado, formando ondas de confusão. Mas ainda sim era, porque tinha medo de ser tão pouco e não conseguir se enxergar mais. Era aquela menina perdida que não pretendia se encontrar tão cedo.”
“Criei espetáculos, lágrimas, diálogos, desastres, fantasias. Criei um fim perfeito, liberdade, coragem, palavras. Sumiram todas, desaparecem em meio a todas as minhas noites impetuosas que me tiravam o sono. Sumiram todos os sonhos em meio as lágrimas e por mais que eu me agarrasse a única ponta de esperança que restara, encontrei-me afogando na minha própria tênue de desespero.”
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
“Passo metade do tempo tentando entender e a outra tentando explicar. Não aos outros, a mim mesma. Metade confusa, metade ocasiões e talvez tudo o que reste seja a falta de temperamento útil. Procuro-me dentro de todos os lugares onde pensei que me encontraria. O oco do vazio, da falta, da solidão faz tudo ser tão real, tão mísero, tão pequeno. — Pensei que encontraria-me dentro de ti; — procura em vão. Não achei nada, nem pedaços, nem inteiros, nem saudade, nem sorriso, nem lágrimas. Aliás, encontrei rancor. E entre todo o rancor encontrei um pedacinho quase invisível de mim. Um pedacinho que me faltava quando lembrava-me do que eu era antes de tanta frieza e angústia. — E, às vezes, tarde demais lembro também que sou pouco para mim. Pouco para tanto desespero; lembro que me dói mais do que eu gostaria, mais do que —, ao meu ponto de vista — seria necessário. Dói como fogo, brasa ardente, faca, lâminas de transcendentes que continham seu nome. Dói mais que tudo e eu não conseguiria explicar a ti de tal forma que pudesse compreender essa dor, — ninguém compreende. Ninguém se ocupa da minha ausência. É como se fosse tanto faz em todas as circunstâncias e ainda ajoelho-me diante meus próprios passos tentando seguir em esperança, mesmo não tendo nenhuma. Nenhuma suposta coragem. Só falta de sorriso e excesso de desanimo que me prende a mim mesma quando o mundo deixa de girar no meu subconsciente que ainda tem em planos fatos e consequências de algo que nunca vai existir; algo que nunca vai ser de novo como era. Como é, — e se eu pedisse de volta, sei que não teria. Eu não teria-me também. Eu teria um vago espaço profundo de ausência própria, de passos doídos, de falsas palavras, metáforas sinuosas que me causam grande auto-controle sutil de atitudes que eu mesma evitara. — Tornei-me tal confusão, tal caos, tal problema, tal solidão que prendo-me em falta de verdade confusa aos outros, a ti, a nós. Ao mundo, a mim. Não sei o que eu sou, o que quero ser. Sei que dói, sei que já repeti milhões de vezes que nem o tempo cura —, quanto mais dele passa, mais aberto, mais ferido, mais magoado fica tudo. — Criando eu esperanças de que seja tudo diferente quando acordar e tudo igual sempre é a repetida frequência que me faz perder o sono. — Medo de dormir, com desesperança de acordar. — Queria eu não acordar, queria eu dormir para sempre. Até, pelo menos, resolver-me em planos comigo mesma, com minhas frustrações e medos. Nada vai se acertar, vai ser sempre tudo como está. Vago, transparente e devagar, mesmo eu achando rápido. É o devagar do tempo. — Não sei mais o que sou, o que falo, o que escrevo. — Não me encontro nem em mim, nem na verdade, nem na presença. A minha ausência, na realidade, é necessária.”
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Obrigado, anjo meu.
Ei, pequena. Me perdoa? Me perdoa por só ter chego na sua vida agora? Me perdoa por ter demorado? Mas olha, agora que eu estou aqui, eu queria te pedir umas coisinhas. Posso cuidar de você? Posso ser o teu anjo? Posso te ajudar a cicatrizar teu frágil coração muitas vezes já despedaçado? Posso cuidar das feridas na tua alma? Posso te fazer bem? Posso te fazer sorrir? Você sabe, que mesmo que se você disser que não eu vou. Eu vou porque você é especial. Porque eu sinto essa necessidade que vem não sei de onde, de cuidar de você. E sabe o que mais? Eu não vou te deixar. Porque uma pessoa tão imperfeitamente perfeita pra mim como você não se deixa escapar. Você vai ter que me aguentar, até quando seu coração parar de bater, ou até depois disso. Se você não sabe, é bom que agora saiba, que você é entre muitas pessoas, aquela de quem eu quero cuidar. E você, bem, se um dia quiser ir embora me avisa, por que eu vou junto. Pra onde quer que você for. Porque você também não vai me deixar. Eu jamais permitiria isso. (Davi) for (Beatriz).
“Porque tu não sabes, tu não sentes. Porque pouco faz sentido, pouco tens importância. Porque perguntas por interesse, não por preocupação. Porque não te incomodas. Porque minhas lágrimas não deixam de cair, porque não faz sentindo ainda permanecer em pé. E se eu dissesses que quero-te perto, seria egoísmo. Então ficas longe, sejas de quem queres ser. Ando cansada de tal dor, de tal dúvida. Talvez sejas hora de abrir os olhos e mesmo sem vida, tentar ignorar. Tu não entendes, nunca entenderias. Então perdoe-me o silêncio. Só prefiro poupar-te de tais preocupações.
B.M.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
“Eu disse que passaria, com a esperança de que não doesse. Enganava-me. Doía como nunca. Como se eu não pudesse suportar. O peito inflava com a dor de segurar cada lágrima. Engolia palavras que talvez não fizessem sentido algum. E esperava. Perguntava-me até onde doeria. Não obtinha respostas. O cheiro, o vento, a mágoa. Tudo acumulava-se. Eu não entendia. Nem mesmo que explicasse ou desenhasse. Eu nunca entenderia porque tinha que doer tanto. Eu só sabia que não importa quantas palavras, conforto não havia e temia. Temia porque nada seria suficiente. E sentia tudo. Intensa e drasticamente. Porque engoliria o medo e angústia. Enrolava-se. Gastava-se. Errava-se. Como se houvesse solução, mas não havia. Nem que revirasse o mundo e indagasse mínimas perguntas. Nada seria dito. Silenciava-se. Não importa o quanto doía, ninguém entenderia. Ninguém suportaria. Não importa o quanto falasse, não irradiava-se. Obtinha desesperança, medo e cicatrizes. Inferiores, mas interiores também. Porque sabia que eram marcas e nunca sumiria. Nem de dentro, nem de fora. Continuaria, de forma dramática e entristecida. Como o úmido do rosto enfestado de lágrimas. Sumiria tempo depois e levaria toda a dor. Esperando que passasse. Passaria, mesmo que omitisse, mesmo que não acreditasse. Mas enquanto não passava, doía.”
B.M.
B.M.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Sofria,enganava-se, mas camuflava sua dor com um sorriso no rosto, desfarçava culpando sua mudança de humor, muitos a viam mas poucos a compreendiam, era complexo demais até para seu próprio conhecimeto, sua dor era tamanha, sua alma sofria por algo insano e surreal, faltava-lhe força para viver, escondera sua infelicidade para o bem alheio. Sorriso cheio, coração vazio. Cicatrizes nos braços, nas mãos. Entornando-se de lembranças, de passados. Trago-a em mente a garota dos sonhos, mas em estado sóbrio sabe-se que nunca será sonho. Por medo, por ansiedade ou por desprazer, mas conhecê-la era uma finalidade de que levava a várias ocasiões. Não era linda, mas chamava atenção. Odiava o cabelo, mas em frente ao espelho se via importante. Só em frente ao espelho, enquanto se olhava só. Não comparava-se. Mas devia tê-la emprestado a esperança, pois não tinha. Nunca teve. Só esperava e sorria, mesmo quando sabia que nada iria acontecer. E o coração continuaria vazio e as cicatrizes inteiras.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Eu estou com vontade de desistir de tudo, não vou fazer falta, não vou mudar em nada, apenas desistir. Cansei disso, desse mundo, das mentiras, das palavras, do que dói e me machuca, não dá pra continuar, se cortar ja não ameniza minha dor, não quero nada temporário, quero um basta... Mas e aí, eu olho pro meu passado e vejo que nada valeu a pena, noto meu presente e vejo que não está nada concreto, tento pensar no futuro e está branco.
Você já teve a impressão de que tudo o que você faz machuca as pessoas? Que qualquer escolha, qualquer situação, sempre vai ter alguém que vai sair machucado? Tudo bem se fosse só você mesmo, mas é pior, muito pior quando alguém que você ama se machuca com alguma atitude sua, não é? Eu entendo. Entendo completamente. Eu sei como dói sofrer e ainda ter que suportar a dor dos outros, suportar a culpa. Suportar ser as lágrimas de alguém que você ama. Eu sei como dói ter que sorrir e parecer forte o tempo todo para não mostrar que, na verdade, por dentro está tudo completamente destruído e nem todo o amor e todo o tempo poderão consertar certas feridas.
Quantas vezes você chorou baixinho pra não correr o risco de alguém ouvir e você ter que explicar a história toda? Quantas vezes você disse que era só uma dor de cabeça por que falar o que realmente te afligia doía três vezes mais? Quantas vezes você se escondeu por medo de que te estranhassem? Quantas vezes você se repreendeu por um erro que não havia cometido? Quantas vezes você chorou por promessas quebradas e corações partidos? Quantas vezes você quis dormir até parar de doer? Quantas vezes?
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Eu grito, eu choro, eu esperneio. Eu me debato no chão, eu procuro romper meus pulmões. “Tire isso de dentro de mim”, eu peço. Imploro. Agonizo, agonizo, de novo. Novamente. Eu choro, eu sufoco, eu me perco. Dói. “Por favor, tire isso de dentro de mim”, eu insisto. Repito. Esfaqueio meu coração mentalmente, injeito veneno nas veias psicologicamente. Eu sofro, eu me rasgo, eu não me aguento. “Faça isso parar. Tire isso de dentro de mim”, eu mando. Uma, duas vezes. E dói. Eu sinto o ar sumir, eu sinto o chão tornar-se denso, o mundo sólido. Eu toco-o. Tire isso de dentro de mim. Eu grito sem voz, sem som, sem eco. Eu sofro, me machuco, não suporto. “Tire isso de dentro de mim”, ordeno. Tire meu ar, tire meu coração. Retire de dentro de mim.
Eu sei que dói. Eu sei que fechar os olhos não ameniza mais. Eu sei que apesar das horas, do desperdício de tempo, não passa e que se você deitar na cama agora, com aquela camisola amarrotada, você ainda vai sentir. É difícil, não é? É cansativo. Exaustivo. Eu já perdi a conta de quantas vezes olhei no relógio e pedi “Que o tempo passe… mas que passe rápido”, já perdi a conta de quantas vezes eu já me imaginei levantando da cama sem sentir nenhuma dor. Superando-o. Ou melhor, superando-me. Superando as minhas próprias expectativas, a minha própria solidão. Eu já perdi a imagem de como era não me sentir assim… tão machucada.
domingo, 7 de agosto de 2011
Tomar café não rouba mais o meu sono, insônia não é sinônimo de satisfação e me sentir segura deixou de ser minha prioridade. Eu levantei da cama meio vazia hoje e me senti normal. O fato de acordar vazia já não me assusta. O que me assusta é acordar, mas ainda sim tentei ignorar o fato de ainda estar de pé. Querer mais ingenuidade na minha própria alma anda machucando… É como se fôlego fosse a última coisa pela qual eu procurasse. O telefone tocando, a minha cama girando, meus olhos fechados, lágrimas por trás de lágrimas e o sentido de tudo? Perdeu-se. Por trás de uma mediocridade insana e profunda de devaneios que ninguém mais entende. Os olhos brilham; de dor, talvez. Saudade, medo. Insegurança era como uma arma, apontada para a cabeça, para as mãos ou para os pés. Se ia disparar, ia doer. Sem mais, sem menos. Sem “as”. Não havia insinuações, causas ou ousadias. Sorrir para pronunciar uma situação virou rotina. Enquanto sorria, vivia
Eu aprendi a levar tudo na ironia. Aprendi a concretizar minhas palavras sempre com alguma piadinha no final, mesmo quando o assunto é sério. Eu aprendi a não dar tanta atenção a certos fatos, mesmo quando devo; eu me acostumei em ignorar certas coisas, a fingir que não dou importância até eu mesma acreditar nisso. Eu mordo os lábios e sempre faço aquela cara de “eu te avisei” quando alguma coisa sai da forma como eu tinha certeza que ia sair. Eu sorrio para esconder minha dor, uso meu sarcasmo, o meu excesso de bom humor e faço as pessoas se queimarem nas próprias palavras. E o por quê disso? Um coração cheio de mágoas e decepções.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Já desejou só fazer as coisas? Não para as pessoas verem, não para “aparecer”, não para chamar atenção. Só por fazer? Fazer por você, pra você? Já desejou se esconder para poder sorrir, ou abraçar um travesseiro para poder chorar? Mas só, apenas na própria companhia. Sem abraço, sem palavras. Somente o próprio silêncio das interrogações, da falta, da saudade, da incompreensão. Já desejou que as lágrimas parassem de cair, enquanto estava no banho? E que as letras das músicas parassem de machucar e só fizesse sentido? Já desejou não querer tanto uma única coisa? Que não doesse tanto todos os dias.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Não sei medir palavras, não falo besteiras - falo verdades, não sei sentar de perna fechada e sorrir o tempo todo, muito menos concordar com tudo que falam, odeio que me chamem de insensível, mesmo que brincando, não sabem o que me tornou em uma pessoa assim, eu não peço desculpas pra qualquer um, não abaixo a cabeça e não fico envergonhada fácil, nem sempre estarei disposta a ouvir os outros, afinal não me sinto obrigada a nada, pode me chamar de ignorante pois eu sou mesmo, ignorante, arrogante, petulante e o cacete a quatro... Sou estressada mas a minha ironia ganha de lavada, não quero que você goste de mim, e muito menos se sinta preso, não preciso de gente que tenha pena de mim, menos ainda que queiram se parecer comigo, não me compare e nem me queira como exemplo pois eu não sirvo pra isso, minha personalidade é forte demais, e isso as vezes me atrapalha, mas eu sou assim e eu não mudo, por NINGUÉM.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Porque ninguém entenderia. Nem mesmo que eu explicasse da melhor forma, nem mesmo que eu chorasse, que eu gritasse. Ninguém suportaria o peso das minhas palavras. Talvez nem eu entenda, talvez eu não saiba explicar muito bem. Se eu dissesse que para tudo tens um jeito, enganaria-me. Ou melhor, enganaríamos. Eu sei que não tem jeito, não tem suporte, não tem palavras, fundos, promiscuidades. Não tem verbos, sensações, lágrimas. Em tênue lembrança, não tem nada. Não tem solução. Ainda que eu dissesse, ninguém saberia o que fazer, por tampouco entender o que eu queria, o que doía. Mas doía, de forma que sobrepunha todo o resto que eu sentia. Invalidava qualquer escolha, mas só porque doía. Eu fingia que não sentia, que não existia, mas incomodava antes de dormir. Enganava-me, como se fosse só isso que soubesse fazer. E exausta, ainda tentando entender, descobri que nem tão longas explicações seriam úteis. Aprendia a conviver com tamanha falta de comunicação e tal dor que ainda não sabia de onde vinha.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Sabe quando tudo perde o sentido? Quando as dores são maiores do que os problemas? Sabe quando tudo deixa de ter uma solução? Então. Dói, dói muito. Porque não importa quantas palavras sejam ditas, quantas frases escritas e quantas pedras removidas do caminho, nada faz ficar mais fácil. E ai chega uma hora em que você resolve desistir. Mas não por não querer mais lutar e sim por não ter mais forças pra isso. E quando você desiste, a única coisa certa é ficar só. Com a ausência, o sentimento de culpa e aquela sensação de que sempre vai faltar algo. Mas dessa vez, você vai aprendendo que às vezes é a melhor escolha.
domingo, 31 de julho de 2011
Sabe aquela vontade de estar com uma pessoa o tempo todo? Como se a vontade só aumentasse? Então… A minha vontade de estar com você, de abraçar você, beijar você, fazer carinho em você, a minha vontade de amar você; só aumenta a cada segundo que passa. É como se o tempo fosse como um controle sobre tudo que eu sinto, é os dias passarem e o meu amor vai aumentando com ele, vai sendo cada vez mais inevitável não chamar o seu nome e não querer dizer o que eu sinto. É loucura? Talvez seja, ou talvez não… Pode até ser eu não sei, mas eu gosto disso, eu gosto desse desejo, dessa vontade, desse amor em mim, eu gosto de você comigo… Eu preciso de você comigo. És como o ar que eu respiro. E se isso não for amor? Bom, então temos que dar um novo nome a essa loucura de sentimentos que você causou em mim.
Eu não aguento mais, eu não suporto mais, eu cansei. Eu queria deitar em uma cama e dormir por uns 2 anos. Eu queria crescer sozinha, sem experiências, queria amadurecer sem ter que quebrar a cara, sem ter que me machucar tanto. Eu queria parar de sentir isso que tanto machuca meu peito, eu queria tirar tudo. Queria não sentir nada, eu queria ligar o foda-se para as opiniões, para as pessoas com quem um dia me importei. Eu queria ligar o foda-se pra vida e parar de ficar me lamentando. Eu queria me livrar desse mal que machuca meu peito, que trava minha garganta e que deixa meu estômago completamente faminto por vida. Não quero mais máscaras, não quero ter que fingir. Eu quero me enfiar em um buraco qualquer e viver sozinha, viver em paz.
sábado, 30 de julho de 2011
Minha vontade é de acabar com tudo. Comigo, se preciso. Minha vontade é de não sentir. Ou melhor, de sentir toda a dor, tudo, só que de uma vez. Eu cansei; cansei da mediocridade das pessoas. Da falta de argumentos. Eu cansei de tentar ser jogada pra baixo, cansei de chorar. Cansei do nada, do vazio. Eu cansei de tudo, pai, mãe, irmão e o cacete a quatro. Eu não consigo mais tirar esse nó na garganta, esse peso. Eu só queria, por um momento, me sentir livre de todo o peso. Mas não dá, não funciona. Nada funciona. E sinceramente? Eu não aguento mais.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
E só porque não faz sentido e se eu dissesse que faz, eu continuaria mentindo. Mas cansei de enganar-me. Cansei de ser tão pouco, de ser tão frágil. Cansei de fugir de ausência enorme e da dor. Cansei de fingir ser muito, como se muito, pudesse fazer não doer. Doía-me, mas era fácil fingir que não. Ardia-me, porque tampouco eu podia confessar o contrário. Talvez temesse, mas confesso que embriagava-me de sono como se sonhos não me trouxessem lembranças. Por isso confessava-me que engava-me sem motivos, sem resultados. Doía, eu fingia que não. Mas doía.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Idiota, complicado, irritante, ciumento. Se eu dissesse tudo o que você é, perderíamos o dia e as palavras; mas confesso que ninguém me faz tão bem quanto você faz. Confesso que não tem sorriso maior do que o sorriso que abre nos meus lábios quando ouço seu nome, ou lembro do som da sua voz. Confesso que nos meus sonhos eu me imagino deitada no seu colo, beijando sua boca. Confesso que, mesmo quando evito, você toma conta dos meus pensamentos. Confesso que tenho medo de perder você. Tenho medo que essa felicidade desapareça; e não importa o quanto você erre, ou o quanto eu estrague tudo. Sempre será perfeito assim, sempre será eu e você. Nós.
Não volta mais...
Eu realmente o amei de uma forma sobrenatural, eu fiz coisas que nunca nem sonhei fazer, liberei perdões sem nenhuma culpa, sem nenhuma cobrança...
Eu abrir mão de inúmeras coisas por esse amor, larguei tudo sem olhar pra trás, e hoje me faço aquela velha pergunta: VALEU A PENA?
Não posso negar sim, não posso negar minha própria hestória, só que hoje eu desejo liberdade, o que começou sem um porque, acabou da mesma forma, não lamentarei mais... Então hoje paro, observo meu passado e vejo tudo que foi bom, tudo que me fez feliz, e me alegro muito mais por esse presente que me completa e esse futuro que estou criando...
Venho buscando cicatrizar feridas passadas, dores profundas e sei que de uma forma lenta estou conseguindo atingir meu alvo.
Eu sei que se amanhã tudo se perder, meu anjo estará ao meu lado, me protegendo e me pondo em suas asas!
Eu sei que se amanhã tudo se perder, meu anjo estará ao meu lado, me protegendo e me pondo em suas asas!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
A gente nunca imagina que o dia de amanhã pode mudar completamente o passado, que tudo pode ser desfeito ou ao mesmo tempo completado com cada pedacinho. Eu nunca imaginei que fosse te conhecer, que fosse eu me encantar e te amar… Que um dia eu fosse chorar tanto por você. Eu nunca imaginei precisar de você comigo, do seu sorriso, de cada palavra sua. Pra falar a verdade eu nunca imaginei que iria te amar e te querer dessa forma. Mas eu tenho que admitir, que eu nem sei direito tal qual a força que você tem sobre mim. Pois me surpreendo a cada dia que passa. Cada erro, cada palavra dita da boca pra fora e sem mesmo a intensão de causar alguma coisa.. Machuca. Dói muito a cada palavra que eu leio. Dói imaginar que tudo pode ser esquecido, que nem as coisas boas fiquem, que a qualquer segundo eu posso te procurar e então não te encontrar mais, nem em meus pensamentos. Eu nunca pensei que fosse chorar só de lembrar certas coisas, pequenas coisas. Mas hoje estou assim, me importando com coisas que nem deveria e me machucando com palavras ditas da boca pra fora. E se eu lhe disser que não estou com medo que tudo se perca ainda mais, vou estar mentindo pra você e pra mim. Então que você lembre sempre, que a cada amanhecer vai ter alguém pensando em você, querendo saber como você está. Mesmo que tudo se perca, que tudo mude e você nem mesmo saiba mais o meu nome… Lembre-se que em algum lugar do mundo, existe uma pessoa sem um coração, que tem uma pessoa sem vida. Pois o meu coração e a minha vida estão com você e pra sempre vão estar.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
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