sábado, 5 de fevereiro de 2011

Julho / 2010


Silêncio, sinto o silêncio...

Fala-se que o silêncio é algo precioso. E quando determinado silêncio te corrói?
Fala-se que a distância faz o amor aumentar. E quando faz alguém sofrer?
Fala-se que o verdadeiro amor nunca morre. E por que tentam o destruir?
No nosso dia a dia, ouvimos e falamos coisas que muitas vezes nem nós mesmo sabemos o verdadeiro significado, e com o tempo passamos a observar isso mais atentamente. O que ontem era felicidade, hoje se transformou em um rio de agonia, de mágoas, porém com um leve toque de boas recordações e de amor...
Dias vêm, dia vão, e mudamos, sim mudamos. Pensamentos mudam, atitudes mudam, amizades mudam, estamos sujeitos a mudanças a cada minuto, segundo, milésimo...
Falando sobre o amor sempre será a mesma coisa. Velhas perguntas lançadas ao vento...
Será que o AMOR pode ser esquecido? Será que Mariaziinha esqueceu Joãozinho, e Joãozinho esqueceu Mariaziinha? Será que existe felicidade em ambas as partes, ou o vazio é disfarçado com um singelo abraço, um ato de carinho...?
São perguntas sem respostas.

Não magoar. O que é não magoar?
É viver de aparências? Mentir pra si mesmo? Se perder?
Felicidade superficial?
É o que hoje vivemos? Ou coisa de nossas mentes?
Amor verdadeiro?
Se nem os mais sábios conseguiram explicações para um sentimento tão complexo, por que procurá-las?

Somos humanos, e nossos limites são infindos, independente das circunstâncias.
Há aqueles que esperam, há outros que avançam, há aqueles que complicam e há outros que simplificam.
Há os que amam e há os que se perdem!


Estou falando coisa com coisa, eu sei, mas foram palavras que vieram da minh’alma, consequentemente do coração, são pensamentos complicados, que eu os expresso, só para depois saber o que MEU EU quer me dizer.
Estou cansada, com sono, mas não consigo dormir, as palavras vêm em meus pensamentos e vou às digitando como se fosse uma mensagem para mim mesma. Não me importo se escrevo mal ou bem, com um vocabulário rico ou não, estou escrevendo com o que há de melhor em mim, sinceridade.
Já é tarde, ouço o barulho da chuva, ouço minhas músicas preferidas, me encontro chorando, sinto uma leve brisa entrando pela janela, um cheiro de pureza...
Sinto-o perto de mim, não fisicamente, isso não mesmo, mas preso a pensamentos, lembranças, recordações. Talvez seja só uma sensação, mas são essas sensações que mantém o sentimento vivo, o sentimento da pureza, de não querer nada em troca, o sentimento que vem acompanhado com mágoas, mas tudo que é mal resolvido deixa vestígios, e comigo não poderia ser diferente, porém isso não quer dizer que seja algo ruim, não mesmo. Como pode o amor ser ruim? Podemos até sofrer, muitas vezes nos perder do que nós queremos para si mesmo, mas isso são detalhes, diante de inúmeras vantagens que ganhamos, no amadurecimento, na vida.
Com o tempo vamos descobrir muitos “porquês”, nem todos nos contentarão, mas é assim que os segredos da vida são. Revelados aos poucos.
Talvez eu poste isso tudo no blog, talvez não, mas decidi dá um tempo do blog, das fotos, dos depoimentos, das cartas, eu sei que como sou complicado estou sujeita a mudar de opinião, mas até então essa é a que está valendo, ou talvez eu tenha um dia com quem compartilhar todo esse amor, essa complicação que se resume em Beatriz Mello Marinho.

São 4:30 e daqui a duas horas completam 24 horas que estou acordaada, vou fazer um mingau pra mim, vou dá uma volta na beira da praia quando o dia clarear e vou para o trabalho voluntário. Já estou escrevendo demais, então chega!
...Em busca de mim mesma, a te encontrar.

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