segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eu tentei te esquecer, eu juro que eu tentei. Eu tentei mil maneiras, formas diferentes. Eu apaguei você de todos os lugares e ainda sim conseguia enxergar você dentro de mim, mesmo quase nem te sentindo mais. Eu sumi, desapareci, tive esperança de nunca mais lembrar do seu nome, e quem dirá eu que também tentaria não pensar em mais nada só pra não pensar em você.Eu tentei te esquecer, eu te empurrei pra lá, me afastei dos meios que me levavam a você, fui dormir mais cedo, tomar mais banhos, comer mais, assistir filmes. Eu tentei ocupar todo o meu tempo, só que aí eu lembrei; no meio dessa tentativa absurda que para eu esquecer de você, só se eu esquecer de mim primeiro.

sábado, 17 de março de 2012

"Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitosO amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."
Autor desconhecido

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Nem sempre o que tu precisa é paciência, amor, carinho e de alguém passando a mão na tua cabeça e encobrindo todas as merdas que tu faz. Às vezes, o que tu necessita mesmo, com urgência, é de alguém puxando teu braço, te sacudindo e falando que você tá fazendo tudo errado. Alguém que abra teus olhos. Alguém que se importe o suficiente pra te falar a verdade, e não que esconda o que pensa de você só pra te proteger.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

“Então eu vou abrir os olhos e parar de fingir que as coisas vão ser boas e vão sair da forma que eu gostaria. Eu vou deixar de lado a esperança boba que me consome até a última gota de certeza que eu ainda tenho sobre nós. As coisas não vão ser mais como eram. Agora eu anotei isso aqui, pra não esquecer nunca mais.” B.M.

“Tinha muito medo de si, de tudo, do mundo. Era tão forte e fria por fora, quase congelada, mas por dentro era tão minúscula, frágil, quase derretia em meio aquela confusão. Não se adaptava direito, não se entendia, não se satisfazia. Era tão pequena e ainda sim não deixava transparecer. Tinha tanta angústia, tantas decepções. Queria que as coisas dessem certo. Era complicada, irritada, estridente. Era um poço vazio que parecia tão cheio e ao mesmo tempo tão profundo. Sentia falta de tantas coisas. Evitava um pouco do mundo, encarava-o como obstáculo. Era tão destemida, congelada, altruísta, teimosa. Por dentro as coisas eram tão reprimidas pela falta de coragem. Ser forte por fora era tudo. Tudo. Mas depois de tantas quedas, estava quase deixando transparecer a sua fraqueza também. Beatriz Mello.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dedicado ao meu noivo.

“E sabe todas aquelas vezes em que eu disse que eu não te queria nem um pouco perto? Eu menti. Eu sou precipitada mesmo. Eu tenho essa mania de achar que eu não preciso de ninguém; e no fundo, eu não preciso mesmo. Eu não preciso de ninguém pegando no meu pé, reclamando da minha roupa e dizendo que vai estar comigo o tempo todo. Eu não preciso de colo, cafuné, nem beijo na testa antes de dormir. Não preciso desse clichê, dessa bagunça; eu já sou confusa demais naturalmente. Eu não preciso de mais complicações ainda, entende? É assim mesmo, assim como eu digo que eu tenho que ficar sozinha e me acostumar a isso. Mas aí apareceu você. Confesso que todos os dias eu te odeio muito e talvez um pouco mais do que você imagina por ter me consertado ou me estragado tanto assim. […] Você foi me acostumando a você. Me apeguei, meio que te encaixei onde não cabia nem a mim direito. Te coloquei entre o meu orgulho, a minha confusão e o meu amor. Amor mesmo. Daqueles que te faz ficar acordado até 3 da manhã esperando o telefone tocar, que te sufoca de manhã com aquela saudade imensa sem ao menos poder sentir, que te prende em casa sábado a noite. […] Mas logo eu, por que? Eu que toda fria e insensível tento tanto afastar as pessoas de mim, afastar essa culpa por querer muito e ter tão pouco. Logo eu que não pretendia nem um pouco te deixar ficar, que não cederia fácil o meu colo, nem minhas palavras difíceis e um pouco da graça que eu tenho em complicar as coisas fáceis. Logo eu, né? Que não queria nem um pouco de você, que nunca te pedi mais do que um sorriso para constatar que tudo ia ficar muito bem. E aí as 4 da manhã em dias chuvosos e irritantes você, hoje, liga e faz tudo ser tão mais fácil. E eu mesmo te odiando um pouquinho sempre, amo o som da sua voz e o seu jeito simples de manter as coisas fáceis. […] Eu, que sempre me via tão independente, de repente precisei tanto de você; tanto que até dói ter que dizer isso em voz alta. Dói confessar a mim mesma que eu sou parte do que eu nunca quis ser de novo. Dessa confusão no plural. E ai me vi perdida, completamente. Me envolvi naquela coisa de não querer desligar o telefone e gostar de sonhar com você. De remexer na cama tentando procurar um espaço pra te encaixar, um cheiro pra lembrar e um gosto, sabe? Aquele gosto que eu penso que pode ser tanto seu, que é somente seu. Até sem sentir eu consigo me lembrar exatamente como é bom olhar no fundo dos seus olhos. Me vi querendo aquele doce de mexer no cabelo, entrelaçar os dedos e pedir cafuné. Cafuné mesmo, desses de deitar no colo e até dormir um pouquinho. Até me vi gostando de lamber o rosto, tomar café junto e me acostumar com a rotina. Me vi tão inteira, que mesmo em pedaços, queria te encaixar em mim e fazer tudo certinho, só pra não ver dar errado e mesmo quando errado e querendo desistir; te fazendo entender que é bem do meu lado que você deve ficar. Me vi querendo isso tudo de provocar, dividir o travesseiro e sentar no colo quando estiver frio; e até esquentar. Com abraço ou um cheiro no pescoço. […] Me vi me perdendo um pouco entre os pontos, as vírgulas e as reticências e ainda sim, mesmo quando eu te odeio, quando te quero longe, quando te afasto ou quando te machuco, doendo muito mais em mim, eu quero você. E quero mesmo. Quero muito. Mesmo negando, mesmo te mandando embora, mesmo não engolindo meu orgulho e não indo atrás de você. Mesmo te fazendo ir embora ou chorando um pouco escondido sabendo que você vê tudo, sente tudo. Eu te quero até quando eu não quero, ou quando engulo o choro e os ciúmes. Quero muito. Mesmo odiando te querer tanto, e te amar tanto. E quero mesmo, até sem saber exatamente o porque. Você só foi um pouco, aliás muito, diferente do que eu pensava e imaginava. Você fez eu querer, de verdade, ser diferente do fria, grossa e acostumada. Você fez eu querer um pouquinho dessa coisa confusa, desse aconchego, do ser cúmplice, companheiros e confidentes. E, sabe? Eu descobri esses dias, pensando muito em você, que eu te amo tanto. E queria que você soubesse que eu nunca vou desistir de nós, hoje mais que um namorado, MEU NOIVO!
Eu te amo!